Sabias que já não é preciso cortar árvores para fazer papel? Hoje podemos fazer livros digitais, os chamados e-books, que podem ser lidos directamente no computador. Ao contrário dos livros feitos de árvores mortas, os e-books podem também ser ilustrados com filmes, sons e animações. Espreita aqui alguns e-books que foram feitos para ti sem ser preciso destruir as florestas
O Meu Primeiro Dicionário
O papel continua na lista dos produtos industriais com maior impacte ambiental. Para produzir uma tonelada de papel são necessárias 2 a 3,5 toneladas de madeira e uma enorme quantidade de água (mais do que qualquer outra actividade industrial), e muita energia (está em quinto lugar na lista das indústrias que mais consomem energia a nível mundial). O uso de produtos químicos altamente tóxicos usados na separação e no branqueamento da celulose também representa um sério risco para a saúde humana e para o meio ambiente – comprometendo a qualidade da água, do solo e dos alimentos.
O consumo mundial de papel atingiu 366 milhões de toneladas em 2005 e tem continuado a crescer cerca de 3,6 % todos os anos.
No hemisfério Norte, o papel é responsável por quase 40% de todos os resíduos sólidos municipais. Com um crescimento global anual previsto de 2,5%, a indústria e os seus impactes negativos podem vir a duplicar até 2025.
Jovem
Dicionário no formato com 77 termos em Português, Inglês e Francês. Cada termo é representado por um desenho e três palavras escritas nos respectivos idiomas. Passando com o cursor do rato por cima de cada palavra ouve-se uma locução da sua pronúncia correcta. Saber mais
Os Coelhinhos
Nesta obra no formato a história dos coelhinhos ajuda a familiarizar as crianças com a contagem dos números e com a operação de adição dos mesmos. Em cada página aparece mais um coelho. Saber mais
Tareco e o Peixinho Vermelho
O custo da brancura
A brancura de uma folha de papel encobre negras histórias de degradação ambiental. No entanto, essas histórias são raramente conhecidas pelos consumidores que moram longe dos locais onde a matéria-prima – a madeira – é obtida e onde a celulose e o papel são produzidos. É por isso importante dar a conhecer esta história.
A matéria-prima básica da indústria do papel é um material fibroso existente na madeira e nos vegetais em geral. Durante o processo de fabrico, primeiro a madeira das árvores é descascada e picada em lascas, depois é cozida com produtos químicos, para separar a celulose da lignina e outros componentes vegetais. O líquido resultante do cozimento, chamado licor negro, é armazenado em lagoas de decantação e tratado antes de ser despejado nos cursos de água.
A etapa seguinte, mais crítica, consiste no branqueamento da celulose. É um processo que envolve várias lavagens para retirar impurezas e tornar mais branca a pasta que irá ser usada para fabricar o papel. Até há pouco tempo o branqueamento era feito com cloro elementar mas, pouco a pouco, tem vindo a generalizar-se o uso do dióxido de cloro para minimizar a formação de perigosas dioxinas. Embora esta mudança tenha ajudado a reduzir a contaminação, não eliminou completamente as dioxinas. Estes compostos são, como se sabe, os mais potentes cancerígenos conhecidos e estão associados a várias doenças do sistema endócrino, reprodutivo e imunológico.
Apesar do tratamento de efluentes nas fábricas, as dioxinas permanecem e acabam por ser lançadas nos rios, contaminando a água, o solo e, consequentemente, a vegetação e os animais – inclusivé os que são usados para consumo humano. No organismo dos animais e do homem, as dioxinas têm um efeito acumulativo, ou seja, não são eliminados e acumulam-se lentamente nos tecidos gordurosos do corpo.
Na Europa a utilização do cloro no fabrico de papel tem sido abolida. O branqueamento é feito com oxigénio, peróxido de hidrogénio e ozono, processo conhecido pela sigla TCF (total chlorine free). Mas no resto do mundo ainda se continua a usar o cloro e o dióxido de cloro.
Da floresta ao deserto verde
A fase inicial da exploração das árvores para alimentar a indústria do fabrico de papel consistia na desflorestação do campo, uma grande mobilização do solo e plantio das árvores em covas. As árvores, quase todas eucaliptos, cresciam rapidamente mas não tão depressa como seria necessário para alimentar o apetite insaciável da indústria da celulose e do papel.
Por isso foi necessário recorrer a cientistas e tecnocratas para acudirem com novas ideias em auxílio desta indústria. Passaram então a aplicar-se métodos de preparação do solo ainda mais agressivos, bem como herbicidas e agro-tóxicos para aumentar a produção de madeira que continuava a ser insuficiente para satisfazer esta indústria. Seleccionaram-se as árvores chamadas “plus” (com troncos muito direitos, de crescimento rápido, e com poucos ramos) de onde foram extraídas sementes para generalizar o seu cultivo. Depois recorreram à hibridação e, mais recentemente, clonagem de modo a aumentar a produção de madeira melhor adaptada ao fabrico de papel: com baixo teor de lignina e um alto teor de celulose.
Na perspectiva da biodiversidade, as plantações de árvores geneticamente modificadas constituem uma séria ameaça: em nenhum outro local aparecem com tamanha clareza as contradições da acção da engenharia genética. Como é possível evitar que as modificações genéticas se espalhem desde as plantações industriais aos ecossistemas circundantes?
Não é preciso ser nenhum especialista em temática ambiental para constatar a diferença entre um estéril eucaliptal destinado a pasta de papel e uma floresta natural.
No eucaliptal as árvores são plantadas em fileiras simétricas e protegidas dos fogos por mondas mecânicas e químicas. Arruamentos largos protegem os lotes de árvores do fogo e permitem o fácil acesso das máquinas. Não existe mato onde os animais selvagens se possam refugiar ou alimentar. As copas dos eucaliptos são impróprias para a maioria das aves nidificarem. O terreno e o subsolo ficam ressequidos por causa do grande consumo de água característico destas árvores. No ar reina o silêncio de uma floresta estéril, sem alma: um autêntico deserto verde.
Numa floresta existe vida por todo o lado. O chão coberto de folhas mortas e ramos caídos fervilha de insectos e ervas. Os arbustos albergam todo o tipo de animais selvagens que aí encontram bons esconderijos e alimento. Dezenas de espécies de aves nidificam desde os arbustos mais rasteiros até às copas mais elevadas. Sobretudo durante a Primavera e no Verão a Floresta é, constantemente, animada pela sinfonia de sons proveniente do canto das aves e dos ruídos dos insectos. Está plena de vida!
Pequena história de um gatinho traquina, chamado Tareco, e de um peixinho vermelho num aquário em forma de bola.
É um livrinho do formato , com 10 páginas, ilustrado com 11 bonitas gravuras. Cada página dispõe de um botão que permite ouvir uma locução do respectivo texto escrito. Saber mais
Computador Magalhães
Todos os nossos livros infantis são compatíveis com os computadores Magalhães, desde que estejam configurados para o sistema operativo Windows.
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Passe com o cursor do rato por cima da fotografia para ver a diferença entre uma plantação de eucaliptos destinada à indústria do fabrico de papel e uma floresta natural.
A reciclagem
Reciclar papel e papelão não só ajuda a reduzir o volume de lixo como evita o corte de árvores. Mas infelizmente só 20 a 30% do papel produzido é reciclado. E de todo o papel reciclado cerca de 80% destina-se à confecção de embalagens, 17% para papéis sanitários e apenas 2% a papel para impressão – do que serve para fazer livros e revistas.
Mas a reciclagem do papel está longe de ser uma solução milagrosa para acabar com todos os problemas ambientais provocados pela fabricação do papel. A reciclagem também consome bastante energia e polui o meio ambiente.
E depois cerca de 25% do papel não pode ser reciclado; por exemplo os papeis dos embrulhos de alimentos, lenços de papel e papel de uso sanitário. Mas também o papel proveniente das bonitas páginas de livros e revistas, com aquele acabamento plastificado que tanto faz sobressair as fotografias, não pode ser reciclado.
Finalmente, é preciso ter sempre presente que os ciclos de reciclagem também não são infinitos. As fibras do papel só podem ser recicladas no máximo cinco vezes. Depois começam a perder qualidades; as fibras desgastam-se, diminuindo de comprimento com o uso e a reciclagem, e impossibilitndo o seu aproveitamento.
Use menos papel
O que fazer para assegurar uma produção sustentável de papel, capaz de respeitar os recursos naturais necessários para a geração actual e futuras gerações? É preciso reduzir o consumo e começar a exigir que as empresas adoptem medidas mais eficazes de protecção ambiental. Como consumidores este será o nosso “papel”:
- Evite comprar produtos com excesso de embalagem de papel
- Imprima o menos possível conteúdos de e-mail ou outros documentos em formato electrónico
- Faça um esforço para criar hábitos de leitura no monitor do computador
- Leia e-books em vez das edições impressas em papel
- Consuma apenas papel reciclado
- Use filtros, guardanapos e toalhas de pano em vez de papel
- Recuse receber folhetos de propaganda que não sejam do seu interesse
- Separe o papel de uso doméstico e coloque-o dentro dos contendores próprios para ser reciclado.
- Organize-se junto de outros consumidores para apoiar acções ambientais e pressionar o governo a fiscalizar empresas produtoras de papel assim como criar leis de protecção ambiental que minimizem os impactes negativos desta indústria.